Crítica ao uso do Campo de Arbítrio do Avaliador em situações de escassez de dados de mercado

Crítica ao uso do Campo de Arbítrio do Avaliador em situações de escassez de dados de mercado

Resumo

Neste trabalho são apresentados aspectos teóricos e práticos relacionados ao conceito de Campo de Arbítrio (CA) do Avaliador, dada a importância deste conceito na Engenharia de Avaliações. Foram elencados os critérios previstos na normativa que possibilitam ao avaliador fazer uso do Campo de Arbítrio, detalhando cada um destes critérios levantados e ponderando se a adoção do conceito de Campo de Arbítrio do avaliador é uma condição suficiente e necessária para a solução dos problemas práticos enfrentados pelo avaliador. Para melhor ilustrar, foram elaborados estudos de diversos casos com a geração de dados randômicos simulando o problema da micronumerosidade de dados de uma mesma característica, comparando os resultados obtidos com a adoção de diversas abordagens, fazendo uso tanto do Campo de Arbítrio do Avaliador quando do intervalo de predição (IP) das previsões efetuadas com os modelos obtidos em cada abordagem. Outro aspecto importante abordado lateralmente neste trabalho é sobre a previsão de valores de venda a partir de dados de oferta, haja vista que a falta de dados de transações e, em consequência a falta de um fator oferta obtido cientificamamente, é um dos grandes motivos que levam os avaliadores a fazerem uso do Campo de Arbítrio. Ao final, a partir da pesquisa elaborada e dos resultados obtidos são feitas recomendações visando uma melhoria na NBR 14.653 numa eventual revisão desta.

Publicação
In IX Simpósio da Sociedade Brasileira de Engenharia de Avaliações, Online.
Data